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domingo, 21 de agosto de 2011

A HISTÓRIA DO LOCKHEED SR-71 BLACKBIRD

O SR-71 foi uma criação de Clarence "Kelly" Johnson, o famoso projetista da Lockheed que criou o P-38, o F-104 Starfighter e o U-2. Depois que os soviéticos abateram o U-2 de Gary Powers em 1960, Johnson começou a desenvolver uma aeronave que voaria 4800 metros mais alto e cinco vezes mais rápido que o U-2, e que ainda seria capaz de fotografar a placa do seu carro.
Lockheed SR-71 Tipo A, também conhecido por Blackbird, é um avião de reconhecimento estratégico (daí o "SR": Strategic Reconnaissance) de longo alcance desenvolvido pela lockheed a partir dos projetos YA-12 e A-12 projetada pelo ultra-secreto laboratório da Lockheed "Skunk Works". 
    Sua fuselagem foi feita com ligas de titânio  para suportar as altas temperaturas em torno de 200 a 300 graus celsius , causadas pelo atrito com o ar em virtude da alta velocidade alcançada.
Como sua fuselagem foi feita em placas para poder dilatar-se durante o vôo, o SR-71 é conhecido por vazar quando está no chão; pelo seu fluido hidráulico congelar em temperaturas de 30 °C e pelo modo peculiar de ativação dos motores.
 Por ser a J-58 uma turbina de grande porte e pesada demais (9 estágios de compressão de fluxo axial) para um sistema pneumático comum, a ativação era feita por um motor V-8 envenenado ligado por engrenagens diretamente no eixo da turbina nos primeiros anos (agora a ativaçao era feita de outra maneira escrito logo abaixo)
Seu vôo em altas temperaturas também não seria possível sem o combustível especial desenvolvido para ele, o JP-7, tão viscoso e pouco volátil que era possível apagar facilmente um fósforo aceso num balde de JP-7. O JP-7 não queimava com o motor frio, assim na hora da partida era preciso pré-aquecer as turbinas com outra "formula de bruxa", o borato de trimetila - que fazia uma característica chama verde.
cockpit do SR-71
O Blackbird foi construído inicialmente com uma nacele, para somente um piloto, eram os chamados A-12, em sua segunda versão, denominada SR-71 A, possuía duas naceles, para dois tripulantes em assentos tandem, ficando o piloto na nacele da frente, enquanto o operador de sistemas ia na nacele de trás. Havia também a versão B usada para treinamento, que possuía duas naceles, e acomodava dois pilotos, em que a nacele traseira ficava mais elevada em relação a dianteira. 
A aviônica quase não existia. Para a navegação era empregado o sistema inercial de navegação, a fim de detectar sistemas de radar hostis e enganar possíveis mísseis disparados, possuía o A-12 ainda um sistema contra-medidas eletrônicas (ECM-System).
ROUPAS COM SISTEMA DE PRESSURIZAÇÃO
Para as missões em grandes altitudes e velocidades, ambos os tripulantes usavam uma roupa pressurizada, que lembra os primeiros trajes dos astronautas. Para sua construção, foram criadas máquinas ferramentas (máquinas operatrizes) com o fim específico da construção dos componentes para este avião. Quando do encerramento de sua produção, as máquinas foram destruídas, impossibilitando assim que novas peças e/ou unidades do SR-71 fossem feitas novamente e, com o fim da Guerra fria, não mais era viável seguir utilizando um avião com hora de vôo de custo tão elevado.
SR-71 SENDO REABASTECIDO POR UM KC-135
Por vários motivos, o SR-71 foi desativado. Entre eles, fatores políticos, custo operacional e o advento dos satélites, O custo mais significativo eram os aviões-tanque necessários para reabastecê-lo em voo. Em 1990, com os cortes de custos a Força Aérea aposentou o SR-71. O Blackbird escapou de aproximadamente 4 mil mísseis, sem nunca ter sofrido um arranhão do fogo inimigo. Ele voou sobre o Vietnã do Norte, China, Coreia do Norte, Oriente Médio, África do Sul, Cuba, Nicarágua, Irã, Líbia e as Ilhas Falkland. 
Apenas 3 são mantidos ativados pela NASA para estudos. Esse avião voava tão alto e tão rápido que, perseguido por um missil terra ar, a manobra de evasão clássica era simplesmente acelerar. Com base em Beale, na Califórnia,  a unidade equipada com SR-71 estava em diferentes bases, principalmente na Inglaterra e no Japão,, para fazer cobertura aérea em todo o mundo.
À altitude operacional, o SR-71 conseguia fazer a vigilância de uma superfície de 270.000 km² por hora, o que lhe permitia operar no Vietnam do Norte, na China, na União Soviética, em Cuba ou na Coreia do Norte sem entrar no espaço aéreo respectivo. Nenhum dos 33 SR-71 fabricados foi abatido até a atualidade, no entanto 12 unidades foram perdidas em acidentes, Isso constitui uma façanha notável, já que durante a Guerra do Vietnam muitas missões foram conduzidas sobre Hanói, então uma das mais bem defendidas cidade do mundo.
 Em um dos seus últimos vôos fora dos EUA, um SR-71 foi exibido em feira aérea em Paris, e no retorno aos EUA, bateu novo recorde de velocidade. Devido ao fuso horário, o avião chegou aos EUA aproximadamente 4 horas antes do horário em que decolou de Paris.
Em seu voo final, o Blackbird voou para o Smithsonian National Air and Space Museum, viajando de Los Angeles a Washington em 64 minutos, com uma média de 3432 km/h e estabelecendo quatro recordes de velocidade. Ele serviu a seis presidentes americanos durante um quarto de século. Semanalmente o SR-71 vigiava cada submarino nuclear soviético, cada lançador móvel e todos os movimentos de tropas.
CAUSOS DO SR-71

Um dia, sobre o Arizona, estávamos monitorando a frequência de rádio de todos os aviões comuns abaixo do nosso. Primeiro o piloto de um Cessna pediu aos controladores de voo para checar sua velocidade em relação ao solo. “Noventa nós” (166 km/h), disse o controlador. Em seguida um Twin Bonanza fez o mesmo pedido. “Cento e vinte” (222 km/h), foi a resposta. Para nossa surpresa, um F-18 da marinha entrou no rádio com uma checagem de velocidade em relação ao solo. Eu sabia exatamente o que ele estava fazendo. É claro que ele tinha um indicador no cockpit, mas ele queria mostrar aos teco-tecos como era rápido. “Dusty 52, temos você a 620 (1148 km/h) no solo”, foi a resposta do controlador. A brincadeira foi além. Ouvi o clique do microfone de Walter. Com sua voz inocente, Walter surpreendeu o controlador perguntando a ele qual a nossa velocidade a 81.000 pés, muito acima do espaço aéreo controlado. Em uma voz tranquila e profissional, o controlador respondeu: “Aspen 20, tenho você a 1982 nós (3670 km/h)”. Não ouvimos nenhuma outra transmissão naquela frequência até chegar à costa.

  • O major Brian Shul é o autor de Sled Driver, um fascinante apanhado de suas experiências como piloto do SR-71 Blackbird.    (trecho retirado do site www.planobrasil.com)







Especificações técnicas


Descrição 
Fabricante: Lockheed Martin 
Primeiro vôo: 22 de Dezembro de 1964 
Entrada em serviço: Janeiro de 1966 
Missão : Reconhecimento/Vigilância/espionagem 
Tripulação: 2, um piloto e um operador de sistemas 
Dimensões :
Comprimento: 32,74 m 
Envergadura: 16,94 m 
Altura: 5,64 m 
Área Alar: 
167,2 m² 
Peso : 
Vazio: 27.000 kg 
Peso total: 66.000 kg 
Peso bruto máximo: 77.000 kg 
Propulsão: 
Motores: 2× Pratt & Whitney J58-1 T11D-20B de 144 kN 
Performance:
Velocidade  máxima: 4.300 km/h (Mach: 3,5) 
Alcance: 4.800 km 
Teto máximo: 28.000 m 
DIAGRAMA DA MISSÃO DO SR-71



3 comentários:

  1. Hahah parece té mentira, mais hj sonhei com o BlackBird e com o F-117 sonhei que tavam sobrevoando aki a cidade, uma par de caças de guerra auhduahdad

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  2. Demais esta postagem, eu sou fã desse aviao, ja tive a oportunidade de ver ao vivo em cima de um porta avioes (Museu Intrepid) em New York e é espetacular de perto.

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